Fotos da viagem

September 7th, 2008

Ok, tirando os problemas que eu contei no post anterior, a viagem foi muito boa :D. Se alguém estiver pensando em fazer um caminho parecido, na I-5 South assim que entra na California é algo assim:

20080829-los_angeles_roadtrip-43

E logo depois vira algo assim:

20080829-los_angeles_roadtrip-49

E pronto, já viu tudo até praticamente chegar em Los Angeles :P. Sério, são umas 6h de estrada que o diálogo mental de um motorista sozinho vai algo mais ou menos no sentido:

- Olha, uma fazenda na direita. Olha olha, uma fazenda na esquerda. Oh, lá vai um caminhão. Ei, outra fazenda na direita. Opa, outro caminhão. Ei ei, esse carro tá me passando muito rápido. Hmm, velocidade controlada por avião? Será mesmo? Ih, uma fazenda. Olha, outra fazenda. E outro caminhão, opa, são 2.

E esse diálogo vai basicamente se repetindo o tempo todo enquanto a paisagem de um asfalto cinza cercado por um chão amarelado com céu azul com poucas nuvens pra quebrar a monotonia vai se repetindo.

Califórnia parece que o melhor caminho é a highway 1, também chamada de Pacific Coast Highway, que tem coisas tipo essa:

20080902-los_angeles_roadtrip-325

Caminho esse que eu não consegui terminar, diga-se de passagem, mas pelo menos I-5 North de Oregon pra cima é um tanto melhor!

20080903-los_angeles_roadtrip-380

As outras fotos, todas aqui:
http://www.flickr.com/photos/otaviopereira/sets/72157607138681189/show/ (slideshow)

Ou set direto:
http://www.flickr.com/photos/otaviopereira/sets/72157607138681189/

Enjoy :)

Contos de uma viagem…

September 6th, 2008

Como eu comentei no post anterior, eu resolvi aproveitar o feriado do dia do trabalho (1o de Setembro aqui) e ir visitar uma amiga em Los Angeles… de carro, pra aproveitar e tirar fotos no caminho e conhecer um pouco mais. O plano final foi ir pela I-5 pra chegar mais rápido, e depois voltar pela US-101, que é um caminho mais “paisagesco”, parando mais vezes pra fotos e tal.

Viagem de ida foi relativamente tranquila, tirando que 1:30h depois de botar o pé na estrada um puliça resolveu não gostar que eu tava fazendo 80 numa área de 60, não teve muita discussão e eu ganhei minha primeira multa por excesso de velocidade… sem mais problemas, cheguei em LA no dia seguinte, umas 30h depois de sair, com 21h de estrada.

Dia 1 em LA foi sem problemas anormais, me perdi 2 vezes pra chegar no apartamento da minha amiga, mas isso é normal em se tratando da minha pessoa.

Dia 2 era um dia mais “cheio”, fomos no Universal Park e depois no show do Jack Johnson. E não levou muito tempo até que eu perdesse meu celular em Springfield… fomos num brinquedo dos Simpsons, uma montanha russa sem trilhos, basicamente - alias, eleito até agora meu brinquedo favorito - e eu por algum motivo bem idiota ignorei o aviso deles de deixar pertences do lado de fora, e fui com o telefone no bolso. Quando saímos do brinquedo resolvi ver que horas eram (e a bateria do meu relógio acabou mais ou menos quando eu cheguei aqui nos EUA e eu nunca mandei trocar), e notei que o telefone não tava no meu bolso. Conversamos com um guia que estava por perto, ele conversou com as moças que cuidam do brinquedo e nenhum sinal do meu telefone. Aproveitamos o parque e depois show sem maiores contratempos, tirando que eu quase fiz todo mundo se perder, er, ir pro endereço errado no show, mas como eu disse, eu me perder não é algo anormal, a única diferença é que dessa vez tinham mais pessoas comigo, e por sorte uma delas percebeu o detalhe que eu tava indo pro endereço errado…

Dia 3 fomos conhecer Laguna Beach, e dessa vez a intenção era mais ou menos “exploratório”, planejamos uma rota que passaria quase o tempo todo na costa, pra ir vendo/conhecendo todas as praias no caminho. Mas em algum momento, provavelmente quando o pessoal da Universal ligou pra avisar que possivelmente tinham achado meu telefone (e eles fazem perguntas dificeis pra saber se o telefone era meu mesmo, perguntas tipo “qual o papel de parede” - difícil mesmo, eu não sabia/sei a resposta), a gente saiu da rota. Alguém mais notando meu padrão com seguir direções? Pelo menos nesse caso a gente perdeu só a primeira metade do caminho, que seria vendo mais praias e acabamos fazendo um caminho mais “interior” até chegar em Laguna. Um por do sol e um por da lua depois pegamos o caminho de volta, tentando ver mais praia (sim, depois de ter visto o sol se por), e basicamente procurando uma saída “pela esquerda” a todo momento… conhecemos vários becos! Inclusive um que eu achei bastante curioso… a rua era “one way” pra esquerda, e o próximo cruzamento era “no turns”, e depois era “dead end”. Eu acho que essa era a única “one way” legítima, não tinha como voltar sem usar a contra-mão… (hmm, ou talvez se usasse algum cruzamento que eu não vi).

Dia 4, dia de voltar pra casa. Uma despedida que eu sinceramente preferia não ter feito, e pé na estrada. Pacific Coast Hwy no começo, passando por Malibu, depois uma porção de praias, várias muito bonitas… parada pra abestecimento 1/4 e continuar a viagem…. 101 começa a indicar que vai pra San Francisco, e depois começa a indicar que vai pra Golden Gate, e parada pra fotos… seguindo viagem, passando por Novato, CA, umas 21:30 e parada pra abastecimento 2/4. E modo pânico ligado, carteira is missing. Carro revirado, nem sinal da dita cuja. Modo pânico em nível 2. O que fazer quando se está num país que não é o mesmo que está praticamente toda a família e a maioria dos amigos, sem documentos, sem dinheiro e sem combustível suficiente pra chegar em algum lugar???

Tentativa 1, descobrir se tem algum procedimento oficial. Liga pra “emergência” 911, explica situação, torce pra atendente não rir da tua cara, e ouve as explicações. Basicamente, eles não podem fazer nada. Recomendação é ligar pro banco e tentar descobrir se eles tem um procedimento de emergência pra situações em que todos os cartões de crédito/débito de alguem são perdidos/roubados… problema, não sei o número do banco. Tava no cartão de crédito, que estava na carteira, que está, bom, em algum lugar da Califórnia.

Tentativa 2, seguro - eles tem que servir pra alguma coisa, afinal. E tentativa 2 frustrada, só tenho número de “claims” do seguro, e esse só funciona durante o horário de trabalho normal.

Tentativa 3, roadside assistance da Suzuki. Depois de alguns menus, finalmente uma opção que parece razoavelmente próxima, “if your vehicle is permanently disabled”, bom, não tá bem disabled e nem permanently, mas é bem melhor que as outras. E eles fazem uma pergunta difícil logo no começo. “Please say your home phone number for validation”. Primeiro problema, eu não sei se o cadastro foi feito com o telefone de casa atual, celular ou telefone do apartamento que eu estava quando comprei o carro. E de qualquer forma, eu não sei o meu telefone de casa - ele só serve pra internet mesmo.

Modo pânico em nível 3, release control and art until problem solved (ref. Hellsing, pros não adoradores de anime ;)). Liga de volta pra LA, “então, preciso de um favor… <pausa pra dar efeito> <explica situação torcendo pra não causa ataque de preocupação em excesso> preciso que você procure no site do meu banco o número pra emergências deles, talvez eles consigam resolver meu problema.” Número em mãos, liga pro banco, navega nos vários menus até encontrar a opção “perdi meu cartão”. E primeira pergunta que o atendente faz: “qual o número de 16 dígitos do seu cartão?” E pra variar eu não sei a resposta. Segunta pergunta “qual o número da sua conta?”, e eu também não sei a resposta. Método alternativo, o atendente confirma nome e endereço, últimas 15 compras no cartão e voi-lá, cartão cancelado. Repete o procedimento pro cartão 2, e presto, cartão de débito também cancelado - nesse momento o pensamento ocorre: mesmo que eu descubra que não procurei a carteira direito durantes os primeiros 45 minutos e que de repente ela apareça, eu estou sem cartão válido. Pergunto sobre um procedimento de emergência pra eu conseguir dinheiro, e me mandam pra um outro número. Explico o problema, e descubro que existe uma solução de emergênica - yay! - desde que eu tenha um endereço pra onde eles possam mandar o serviço de emergência. Tentei descobrir se um endereço do tipo “posto Shell na 1a com a Olive em Novato, CA” funcionaria, mas ou a atendente não entendeu meu sotaque ou esse não é um bom endereço, pois ela continuava insistindo que eu precisaria de um endereço pra receber o serviço de emergência, e … que o banco precisa autorizar. Não gostei muito da idéia de passar a noite no posto. E não mais que de repente, “hmm, eu passei pela entrada de Mountain View um pouco antes de San Francisco, e eu tenho um amigo que mora lá. Telefone, contacts, Thiago, not found.” Liga pra LA, “Então, preciso de mais um favor, o negócio do banco não deu certo… eu tenho um amigo aqui perto… mas não tenho o telefone dele, mas eu sei que tem no meu e-mail, procura pra mim?” Passa a senha do e-mail, senha errada, depois senha certa - incrível como é difícil soletrar uma boa senha - e procura procura procura procura, finalmente, um número. Torcendo pra não ter mudado, ligo, e o Thiago atende… uma ligação de um número provavelmente estranho, meia noite, pedindo ajuda na estrada :P - alguém mais pode dizer que tem essa experiência? E depois de um tempo o “socorro” aparece na forma de um ser usando dreads, carregando uma porção de dinheiro, e não mais que derrepente estou de volta pra estrada, tanque do carro cheio, dinheiro pra um quarto pra passar a noite e abastecer mais algumas vezes…

Aponto o sistema de nevegação pra pegar o caminho mais rápido pra casa, e vou procurando hotel no caminho… 3 am, nenhum hotel avistado, 4 am nenhum hotal avistado, e finalmente uma “rest area” pra salvar o dia… dormindo no carro tanto quanto possível - 30 min - e depois seguindo viagem… mais algumas paradas no caminho, e finalmente chego são e salvo no conforto do meu apartamento…

Ainda estou convertendo as fotos pra JPG e seperando as aproveitaveis das muito ruins, assim que der “publico” o link.

ps: Carol e Thiago, valeu mesmo ;)

Viagem de nerd

August 27th, 2008

Eu acabei de notar o que meu lado nerd (er, tem outro?) acaba fazendo… Dia 01/Set é feriado aqui, Labor Day, coisa sensata a se fazer: viajar. Ok, entre vários destinos possíveis, a escolha da vez foi Los Angeles, por motivos que não vêem ao caso. Opções de rota:

  1. Pegar táxi/ônibus/carro até o aeroporto, embarcar, desembarcar em Los Angeles, voltar pelo mesmo “caminho”.
  2. Pegar carro e ir.

Por algum motivo, a opção 2 me atraiu mais. Primeiro planejamento, versão “draft” da coisa, Google maps (é, eu deveria usar o Live Maps, mas o live não tem opção de arrastar a rota pra dizer que eu entendo mais do que o sw), origem: Redmond, WA, destino “Los Angeles, CA”. Resultado basicamente, sai de Remond, pega a 520, depois da 520 vai pra I-5, continua na I-5, permanece na I-5, pega a rota da I-5, mais um pouco na I-5 … estimativa de viagem, 16h. Ok, não parece tanto. Estimativa de distância: 1135 milhas. Hmm, minha calculadora mental não gostou muito desses números, mas parece que o Google considera que eu vou fazer uma média de 70 MPH - uns 113 Km/h. E que eu não vou parar. Ajustes mentais, e hora de planejar pouco mais de 1 dia de viagem. Hora do “photogeek” assumir. Quais as melhores rotas pra tirar fotos? As opções mais recomendadas foram pegar a região litorânea pela 101 (interessante, isso me lembra as viagens de quando eu morava em Canoinhas, ir pra praia significava basicamente pegar a 101, só mudou de BR pra SR), ou então pegar pelas montanhas e ir pela I-5 mesmo. Hmm, ok, estou no oeste, decisão tomada, vou pelas montanhas, volto pelo litoral pra pegar o pôr do sol.

Segunda etapa, hora de testar o “Streets and Trips”, ele manda um pouco melhor que o Google e o Live no planejamento de viagens, mas a versão sem serviço não tem informações de trânsito e afins, mas a minha versão veio com GPS. Contei pro S&T algumas coisas tipo economia do carro, capacidade do tanque e que eu quero reabastecer sempre que o tanque chegar a 1/4, sendo que eu basicamente vou andar por uma região que eu não faço idéia de como é, prefiro não correr o risco de “oops, o último posto de gasolina era a 200 km”, apesar que a I-5 é bastante movimentada, então deve ter posto de gasolina de quando em quando. Mas, melhor arriscar menos, eu tenho intenção de “chegar” em algum lugar, não só de ir.

E olha que interessante, S&T vem com um dispositivo GPS. Pode ser útil pra quando eu me perder (sim, quando e não se, eu me conheço), mas só funciona no notebook e a bateria só dura 2:30h. Ok, hora de comprar um inversor e ter um notebook funcionando a partir da “tomada” de 12V do carro, aproveitando que eu não fumo e que o acendedor de cigarros é uma coisa inútil mesmo. Só torcer agora pra esse troço funcionar tão bem quando diz :).

GPS a postos, carregador expresso pra qualquer um dos gadgets (notebook, celular, handsfree, cameras), pilhas pra quem precisa (flash). Próximo passo, preparar as músicas “de estrada”. CCR, ZZ Top, uma porção de blues e spanish guitar. Metallica e Rammstein de back-up, e pro caso de eu ficar meio empolgado demais um pouco de jazz

Amanhã tem a rotina de foto. “Assoprar” o sensor da câmera pra deixar a poeira com medo, limpar as lentes, pegar os 2 PocketWizard - e aprender a usar - formatar os cartões de memória, e torcer pra 28Gb de espaço ser suficiente - no pior caso, acho que lojas que vendem cartões de memória e HD externos já chegaram em LA.

E finalmente, 6a pela manhã botar o pé, er, carro na estrada. E vou descobrir qual a precisão que eu consigo no meu planejamento com o S&T!

Depois eu divulgo a rota planejada e se tiver como a rota realizada :). E fotos.

Comentários genéricos sobre coisas aleatórias

August 17th, 2008

Vendo se ainda sei escrever no blog… essa semana (bom, tecnicamente semana passada, hoje é domingo, início de semana nova) eu vi algumas coisas curiosas/interessantes que vale a pena compartilhar :).

 

Popularidade?

Uma delas foi sobre a “popularidade” do open source na internet. Basicamente, a criatura fez um post comparando alguns softwares gráficos (Gimp vs. Adobe Photoshop CS3, Blender vs. Maya, Inkscape vs. Illustrator), e viu qual era mais “popular” baseado em número de hits no Google. Ok, nada de mais até agora. O que me “matou” mesmo foi uma frase no final “It seems like open source won! That would mean that open source graphics applications are more popular on the net.” (essa eu to copiando do post dele, graças ao google que mantém um cache das páginas, pois o autor já tirou do ar). No parágrafo seguinte ele pelo menos admite uma coisa óbvia “isso não quer dizer nada sobre a qualidade dos softwares”, mas pow, como assim, “open source won”? Essa é bem uma visão distorcidada de popularidade que existe no mundo, “falem mal mas falem de mim”. É o mesmo truque de “celebridades” que estão em decadência, só aprontar alguma coisa e de repente tão na mídia, a maioria criticando, mas são “populares” novamente. Sinceramente, eu tenho um certo medo do futuro quando vejo essas coisas… e se o pessoal do open source tá pensando assim, as empresas que ainda se mantém com código fechado não tem muito o que se preocupar.

 

Huh?

Essa outra me pegou de surpresa, mas pensando um pouco até faz sentido. Basicamente, o cara botou no Slashdot um post “Where has all my spam gone?“. Basicamente, ele comenta que tava recebendo uns 800 e-mails/dia no domínio dele, sendo 20 úteis. E de repente ele passou a receber 100 e-mails/dia. A preocupação inicial foi com razão “estarei eu deixando de receber e-mails legítimos?”, a resposta aparente foi não, já que ele continuava recebendo e-mails das listas de discussões que ele faz parte e pessoas mandaram e-mails de teste que foram recebidos. Indo mais pra frente, a empresa que faz o host do domínio dele não alterou nenhuma configuração, portanto nenhuma justificativa lógica pra mudança - mas quem trabalha com programação e TI em geral sabe que computadores mudam de temperamento com facilidade. O que me pegou de surpresa foi “o cara parou de receber spam e tá querendo saber o que aconteceu??”, mas o fator que faz sentido é que se ele descobrir o que gerou a parada no spam pode ser a solução para o problema todo! Um pouco de trívia só pra deixar completo, diz a lenda mais aceita que “spam” (o chato) deve ser escrito tudo um minúsculas para diferenciar do produto Spam (carne enlatada) e é chamado assim por causa de um quadro do Monty Python, e eu não tenho referências “confiáveis” mas dizem por aí que mais de 80% de todo tráfego de e-mail na internet é spam. Ohh boy…

 

Big brother para todos

Chateado porque não foi escolhido pra fazer parte do Big Brother? Seus problemas acabaram-se! Google vem com mais um serviço para tornar a vida de todos pública! Um australiano tá um pouco revoltado porque o carro do Google Streetview passou pela rua da casa da mãe dele no exato momento em que o cidadão tinha recém voltado de uma bebedeira para “chorar” a morte do melhor amigo - aparentemente em estilo irlandês. O fato é que o melhor amigo morreu num acidente de barco, o cara foi pro bar, encheu a cara, pegou um táxi até a casa da mãe mas não chegou a completar o trajeto do táxi até a porta da casa, e caiu na calçada mesmo. Nesse meio tempo o carro do Google passou, pegou a imagem dele ali deitado, e simples assim, qualquer um que aponte o Street View no endereço certo pode vê-lo deitado na calçada. E a boa notícia? Google está expandindo a cobertura do Street View! Junta isso com YouTube (que não foi bem invenção do Google, mas eles compraram a culpa) onde pode-se praticamente ver de tudo, um banco de dados gigante que você pode fazer buscas e tem tudo indexado com um motor de busca fantástico… resultado provável é a vida de todo mundo disponível publicamente na internet! A nossa “sorte” é que Microsoft e Google não se dão muito bem, e a MS ainda não acertou a mão no live! Me assusta muito imaginar o que o Windows poderia contar pro Google sobre a nossa vida!

 

That’s it folks, de volta ao workflow de processamento das 300 fotos de ontem… acho que pelo menos 50 se salvam! :)

Dogbert

July 28th, 2008

Entre os personagens do Dilbert, Dobert é um dos meus favoritos (se não “o”)…

Ahh, fotógrafos…

July 13th, 2008

Sim, essas criaturas que por vezes são incômodas, a exemplo dos paparazzi, mas que se observarmos bem se tornam engrincomuns. Nas fotos de Snoqualmie eu me perguntei algumas vezes se não estava indo muito longe pelas fotos. Um pouco de história, a cascata é usada em parte para geração de energia elétrica (nada comparada com uma Itaipú, mas ainda assim funcional), inclusive uma das fotos mostra a casa de controle e “desvio” bem como os tubos que levam a água até a turbina. O parque da cascata tem uma vista “de cima”, com 3 postos de observação, um quase do lado do início da cascata, outro mais ou menos a uns 500m da queda (e que pegava respingos da cascata no dia que eu tirei as fotos, tamanha a força da “coisa”), e um mais distante, mas ainda com uma boa visão “frontal” da queda. Depois disso tem uma trilha que leva até a beira do rio. Esse rio é diretamente afetado tanto pelo volume de água na catarata (que é afetado pela quantidade de neve derretendo nas montanhas) e pelo controle e necessidade da turbina. A compania que cuida disso colocou alguns vários avisos do tipo “toda a área em até 100 pés da área de risco pode sofrer variações rápidas e extremas do nível da água” e “esse rio pode sofrer variações rápidas e extremas no seu volume,  para sua segurança permaneça no andaime”. Só que eu achei o andaime muito longe da cascata, e precisava chegar mais perto pra conseguir algumas fotos melhores, tipo essa ou essa. Resumindo, eu pulei fora do andaime, e fui até o mais próximo da cascata que eu consegui, só parei quando as pedras tavam ficando muito espaçadas e câmera muito molhada, aí eu decidi voltar. Em quase todo lugar que eu vou pra tirar fotos, eu acabo fazendo alguma coisa “estranha”, do tipo subir em alguma cerca, ou deitar no chão, ou …

O interessante é que parece que não sou só eu! Começo a me perguntar o que essas câmeras tem em seus componentes :P. Eu recebi um link para uma coletânea de coisas que os fotógrafos fazem para achar a foto perfeita.

Eu separei as que achei mais interessantes de serem comentadas, mas a visita no link original vale muito a pena :).

Como identificar um bom assunto para foto?

Talvez na direção que tenha mais lentes apontadas! Ou então, que tal pegar carona?

Agora, eu sei que eu vou um pouco mais longe do que o normal para algumas fotos, mas tenho minhas dúvidas se eu iria tão longe assim.

 

Detalhe que a câmera que o cara tá segurando no jogo de tênis é supostamente de verdade (tem no link uma foto dela).

E algumas poses que eu tenho consciência que eu já usei.

E algumas que eu não usei (ainda).

Eu tentei algumas vezes fotografar animais, mas normalmente eles são bastante tímidos (seria por causa das poses?), então a solução acaba sendo tentar uma lente mais comprida, mais pro lado telescópico da coisa. E eu lembro que vi alguns sites falando sobre as melhores posições para conseguir tirar fotos com exposições maiores sem conseguir o “efeito” de blur (ou foto tremida, pros fotógrafos menos famosos), e alguém comparou as técnicas com as técnicas ensinadas para snipers (que acho que em português seria franco-atirador), aqueles caras que usam uma espingarda de longa distância e são famosos por não errar (muito) os tiros. Acho que esse cara levou a história muito a sério:

Mas ele conseguiu uma foto do pássaro sem uma telescópica!

E eu lembro também de um dia estar conversando com o Andre, amigo meu que também é obsfascinado por fotografia, e ele mencionou que não é uma boa idéia ir fotografar sozinho. Eu acho que a preocupação era o fotográfo estar prestando atenção em uma cena, ou esperando a cena, e alguém resolver se apossar do equipamento. Mas acho que tem mais uma vantagem em não ir sozinho:

Na falta de um bom apoio, nada melhor que um ombro amigo!

Agora, um dos principais problemas das câmeras SLR é que você acaba com o tempo tendo muitas lentes, praticamente uma pra cada situação, e de repende você vai viajar. Problema: que lente você leva?

Só as que vai precisar, de preferência com algumas câmeras extras pra evitar ficar trocando lentes em campo aberto e sujar o sensor! Eu não consegui identificar todas as lentes e câmeras, mas eu diria que a mulher tá segurando facinho facinho US$ 100.000,00 ali.

 

Agora, não se sente muito bem fingindo de sniper pra conseguir uma foto perto de um pássaro? Seus problemas se acabaram-se! Só comprar uma boa telescópica.

 

Agora, não sei se o fascínio por câmeras e lentes não foi um pouco demais aqui :P. E sim, essa lente existe, é uma Nikkor de 1200-1700mm se não me engano (para os que gostam de contar vantagem que suas câmeras tem um zoom de não-sei-quantas-vezes, essa tem só 1.4x de zoom).

Eu fico na dúvida por qual eu babo mais. Pela japinha, ou pela lente (que provavelmente é japinha também, visto que é uma Canon).

E depois algumas pessoas ainda acham que isso

é estranho.

Um dia eu ainda quero ver algumas imagens de como eu sou quando tirando fotos :P Inclusive as caretas!

Brain dumping…

July 6th, 2008

O quadrinho do Dilbert de hoje (6-Julho) me fez lembrar de algumas ideias malucas que eu cultivo na minha cabeça :P. O quadrinho (que eu só vou deixar no link mesmo por questões de direito autoral - trabalhar na Microsoft tá mudando algumas coisas na minha cabeça :P) basicamente trata do Dilbert convidando uma colega pra sair, usando a velha tática do “convidei várias pessoas, mas veja só que surpresa, todas tiveram problemas de ultima hora, agora somos só nós”, mas no caso ela conhece a tática e cria regras pra evitar a “surpresa”, fazendo o Dilbert convidar 35 pessoas (se por algum motivo você ainda não viu o quadrinho, eu ainda não botei spoilers, então mexa esse traseiro gordo e veja, pois eu não garanto mais a segurança da punch-line a partir daqui).

Vendo o quadrinho eu voltei a lembrar de uma citação do filme Matrix:

[...] It has the same basic rules . . . rules like gravity. What you must learn is that these rules are no different than the rules of a computer system. Some of them can be bent. Others can be broken.

(Morpheus)

No caso dessa citação o Morpheus se refere tanto a simulação do mundo da Matrix quanto a simulação da simulação que eles fizeram (onde aparece a mulher no vestido vermelho), mas eu acho que facilmente se aplica ao nosso mundo. A gente é constantemente cercado por regras, algumas podem ser quebradas, algumas podem ser distorcidas - advogados em geral são bons nisso - e algumas, bom, algumas a gente ainda não aprendeu o que fazer com elas, mas já aprendemos como usar outras regras para anulá-las, como a gravidade por exemplo.

Mas o que eu achei mais interessante no geral, é que acabei achando um emprego em que eu constantemente brinco com a regras. Sendo um tester, dá pra dizer que basicamente meu trabalho é interpretar um conjunto semi-caótico de regras e imaginar as possiveis formas para que elas sejam quebradas e distorcidas e abusadas, depois ver o que os desenvolvedores não pensaram, e mostrar pra eles o que acontece. Depois vem a parte menos divertida, que é ou convencer os arquitetos que isso é um problema ou perder a discussão e ficar torcendo pra algum usuário achar o mesmo problema só pra poder jogar de volta um mail com o número do bug e histórico da dicussão no melhor estilo “eu avisei” :P.

Novas fotos…

July 2nd, 2008

 

Então, esperoacho que algumas pessoas devem estar começando a se perguntar se eu ainda vivo, pois bem, só digo uma coisa: podem parar com a festa.

Mesmo depois de enfrentar 2 dias verão por aqui (quase não lembrava mais desse conceito!), um final de semana que os dias estavam batendo acima dos 30 ºC (sério!), nada melhor que ir pra “praia”, que na definição local é na beira de um lago, já que o pacífico na região de Puget Sound é muito frio - perto de 0 ºC a temperatura da água - e com grama ao invés de areia. Ou cimento, como é o caso nessa foto.

E o que todas as pessoas normais fazem na praia?

 

Tiram fotos de barcos… nada mais natural.

Mas alguns preferem alguns esportes um pouco mais radicais…

E se não gostar muito daquele negócio de arei, er, grama e água salg, er, doce, dá pra facilmente pegar um caminho alternativo…

  

E comer, quer dizer, passear na mata…

Amoras, alguém?

 

 

Bom, por hoje é só… acabei de decidir uma coisa, preciso trabalhar nas minhas habilidades de layout de blog… esse aqui mesmo, deplorável.

Como não filmar…

June 12th, 2008

Faz um tempo que não tem nada novo por aqui…

Uma lição importante para se tirar desse vídeo: quando você estiver num grande evento e todos estiverem olhando para um lado diferente que você, não assuma que você está certo!

Tirando a poeira…

May 31st, 2008

Esse post é mais pra tirar a poeira e avisar as pessoas que eu ainda continuo vivo e importunando o mundo :).

Uma das coisas mais interessantes em trabalhar "aqui" na Microsoft são os eventos sociais. Não sei até onde é uma prática adotada por todos os produtos, mas pelo menos no Exchange a gente 1 vez por mês um evento de integração. Pelo que ouvi dizer, a ideia era integrar os membros de cada time com os outros times, mas é engraçado que cada time se integra com os seus próprios membros. É muito fácil ver quem é de cada time, só observar as "rodinhas". Mas ainda assim, muito massa… na última sexta-feira de cada mês os gerentes no mais alto nivel pagam (com o dinheiro que a gente ganhou, claro!) comida e bebida pra gente. Sim, bebida, normalmente cerveja. Ontem foi um pouco diferente, pois comemoramos também um milestone! Estamos agora oficialmente na metade do caminho pra liberar o novo Exchange pro público (hmm, bom, o máximo que público signifique quando se trata de Exchange :)). O que esse detalhe mudou? Não muita coisa, exceto que a festa foi um pouco maior, incluindo DJ, coquetéis, bolos, muita comida, e alguns "eventos paralelos" como bambolês espalhados pelo chão convocando nerds a mostrarem toda sua capacidade motora.

Mailyn, essa é atendendo teu pedido… o melhor que eu consigo de uma foto minha no momento:

caricature

Por hoje é só… eu acho. Hora de voltar ao mestrado…